segunda-feira, 18 de outubro de 2021

18 DE OUTUBRO - LITURGIA DIÁRIA.

 QUINTA-FEIRA 07 DE OUTUBRO

LITURGIA DO DIA
29ª Semana do Tempo Comum - Ano "B"
Cor Litúrgica: VERDE

1ª Leitura: 2TIMOTEO 4,10-17B

SALMO 145(144) - Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

EVANGELHO

- O Senhor esteja Convosco
[Ele está no meio de nós]
- Proclamação do evangelho do nossa Senhor Jesus cristo Segundo LUCAS (10,1-9).
[Glória a vós Senhor]

1Depois disso, o Senhor designou outros setenta e dois, e os enviou dois a dois à sua frente a toda cidade e lugar aonde ele próprio devir ir. 2E dizia-lhes: "A colheita é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie operários para sua colheita. 3Ide! Eis que eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias, e a ninguém saudeis pelo caminho. 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'Paz a esta casa!' 6E se lá houver um filho de paz, a vossa paz irá repousar sobre ele; senão, voltará a vós, 7Permanecei nessa casa, comei e bebei do que tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não passe de casa em casa. 8Em qualquer cidade em que entrardes e forem recebidos, comei o que vos servirem; 9curai os enfermos que nela houve e dizei ao povo; 'O Reino de Deus está próximo de vós.





18 DE OUTUBRO - SANTO DO DIA

SÃO LUCAS
Padroeiro dos Médicos
Padroeiro dos Pintores

São Lucas nasceu na Antioquia, na Síria situada próximo à costa do Mediterrâneo, hoje o sudeste da Turquia, no século I da Era cristã. Por seus escritos acredita-se que pertencia a uma família culta e abastada. De acordo com a tradição, Lucas tinha talento para a pintura e exercia a profissão de médico.

São Lucas foi introduzido na fé por volta de 40 anos. As primeiras referências a São Lucas contam das epístolas de São Paulo, nas quias ele é chamado de "colaborador" e de "o médico amado". 

Lucas não conheceu Jesus pessoalmente. Ele conheceu o Senhor através dos apóstolos. Ele foi discípulo dos apóstolos de Jerusalém e depois foi discípulo de São Paulo, sobre quem escreve as passagens mais importantes no Atos dos Apóstolos. Seus escritos sugerem que ele tenha visitado a Virgem Maria para coletar as informações que inseriu em seus escritos. A tradição conta que ele tinha pintado um quadro de Nossa Senhora. Tal pintura recebeu o nome de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro. Por isso, São Lucas é o padroeiro dos pintores. Seus escritos tem grande qualidade e estilos próprios de um bom historiador. Os símbolos em sua imagem nos fala muito sobre sua vida e sua obra. 

São Lucas, cujo nome significa "portador da luz", é padroeiro dos médicos e dos pintores. São Lucas foi um dos quatro evangelistas. É o autor do terceiro evangelho e do livro dos Atos dos Apóstolos, Seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento.

São Lucas é o padroeiro dos médico e dos pintores. É ele o autor do terceiro Evangelho e do livro dos Atos dos Apóstolos. Era médico de profissão (Cl 4,14).

Os símbolos em sua imagem nos fala muito sobre sua vida e sua obra.

A túnica branca: A Túnica branca de São Lucas simboliza sua santidade. Como discípulo de São Paulo, São Lucas progrediu no conhecimento de Jesus Cristo, na vida missionaria e na santidade. A segunda menção histórica a São Lucas aparece em um documento do Século II chamado "Prólogo Anti-Marcionita ao Evangelho de São Lucas" e fala sobre sua santidade:"Lucas é um sírio de Antioquia, sírio pela raça, médico de profissão. Tornou-se discípulo dos apóstolos e mais tarde seguiu a Paulo até ao seu martírio. Tendo servido o Senhor com perseverança, solteiro e sem filhos, cheio da graça do Espírito Santo, morreu com 84 anos de idade."

O mando vermelho: O manto vermelho de São Lucas é o símbolo do seu martírio. Vários escritos antigos dizem que São Lucas foi martirizado na Grécia. Porém, outros escritos confiáveis da época não mencionam tal fato. Por isso, o manto vermelho de São Lucas simboliza também o fogo do Espírito Santo, do qual São Lucas era cheio.

A pena e o livro de São Lucas: A pena e o livro nas mãos de São Lucas simbolizam os escritos de sua autoria no Novo Testamento. Como vimos, ele escreveu o terceiro Evangelho e o livro dos Atos dos Apóstolos. São escritos que inspiraram a vida de milhões de pessoas ao longo dos séculos. Ele dá ênfase ao amor e à misericórdia de Deus para com os homens. Somente o Evangelho de Lucas descreve parábolas como "a ovelha perdida", "o filho pródigo", "o bom samaritano", "o rico e Lázaro". Somente São Lucas escreveu orações de grandes santos do Novo Testamento, como a "Ave-Maria" recitada pelo anjo Gabriel e por Santa Isabel; o "Magnificat", que é o canto de louvor da Virgem Maria; o "Benedictus" cantado por Zacarias quando seu filho João Batista nasceu e o "Nunc Dimittis" rezado pelo profeta Simeão quando viu o Menino Jesus. Por fim, São Lucas é o único a escrever a promessa de Jesus ao "bom ladrão" e a oração que Jesus fez em favor dos que o executavam. 

O boi junto de São Lucas: As representações artísticas de São Lucas sempre colocam a seu lado a figura de um boi que, às vezes, aparece com asas. Em relação a São Lucas, o boi simboliza o sacrifício de Cristo, tão bem enfatizado no Evangelho de Lucas. O boi era o mais alto sacrifício oferecido no Templo de Jerusalém. Além disso, o boi também é símbolo da paciência, da força e do serviço, virtudes demonstrada pela vida e pela obre de São Lucas. 

18 DE OUTUBRO - SANTO DO DIA

 MÃE RAINHA
A devoção a Nossa Senhora de 
Schoenstatt iniciou no dia 18 de outubro de 1914, quando o padre José Kentenich, ao ministrar uma palestra para os alunos do Seminário Schoenstatt, na Alemanha. Recebendo a inspiração divina, ele convidou os alunos para rezarem a Maria e oferecerem sacrifícios a ela, principalmente pela educação. O pedido era para que a pequena capela da Congregação, na época consagrada a São Miguel, virasse um Santuário de graças, centro de um movimento de renovação que, mais tarde, se espalharia pelo mundo todo. Assim a capelinha estaria destinada a se transformar em um lugar onde as glórias de Nossa Senhora se manifestariam, principalmente seus feitos como Educadora. O objetivo é a educação de um homem novo e a construção de uma nova sociedade.

Significado do nome: Schoenstatt (que significa Belo Lugar) faz parte da cidade de Vallendar, perto de Coblença, situada na margem do Rio Reno, na Alemanha.

Os títulos de Mãe e Rainha: Na capelinha de São Miguel, que virou um santuário mariano, a imagem de Maria é uma cópia do quadro original que foi pintado pelo pintor italiano Crosio, do século XIX. No ano de 1915, a Virgem foi intitulada como “Mãe Três Vezes Admirável”. Título que, no decorrer da história, foi ampliado para “Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt”, e no Brasil, conhecida pelo título: “Mãe e Rainha”. 

A tradição das capelinhas: Inúmeras réplicas da capelinha de Nossa Senhora Três Vezes Admirável de Schoenstatt percorrem as casas dos fiéis e existem milhares relatos de graças alcançadas por quem a recebe em casa ou peregrina aos santuários de Nossa Senhora de Schoenstatt espalhados pelo mundo. A Mãe e Rainha concede para aqueles que a visitam nos santuários a tríplice graça: a graça da transformação interior, a graça do abrigo espiritual, e a da fecundidade apostólica.

A imagem: A pintura original de Nossa Senhora Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt foi intitulada “Refugium Peccatorum”, que significa Refúgio dos pecadores. Nela, podemos ver Nossa Senhora muito unida com o Menino Jesus segurando Ele com as duas mãos. Com a mão direita ela segura o braço do Menino, apresentando Ele ao mundo e a Deus, e com a esquerda ela O abraça junto a ela. 

A coroa na imagem: A coroação de Nossa Senhora Três Vezes Admirável de Schoenstatt tem uma longa história. Durante a II Guerra Mundial, em meados de 1939, o padre José Kentenich coroou a imagem no Santuário de Schoenstatt. Esse fato deu início a uma corrente de coroações na Obra de Schoenstatt.

A coroação no Brasil: A coroação da Peregrina Original se deu no dia 10 de setembro de 1955, quando a Campanha pela coroação no Brasil fazia 5 anos. O Sr. João Luiz Pozzobon, que iniciou a Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, junto às crianças da Escola Humberto de Campos, da cidade de Santa Maria, situada no Rio Grande do Sul, foram os responsáveis pela conquista da coroa. Mais tardem, em 2000, todas as imagens peregrinas receberam uma réplica da coroa que a imagem original recebeu em 1939. 

A imagem da Mãe Rainha: A imagem de Nossa Senhora que foi colocada na 'capelinha de madeira' ou do 'pequeno santuário' foi pintada no Século XIX pelo artista italiano Luigi Crosio e seu título em Latim é 'Refugium Peccatorum', que significa 'Refúgio dos pecadores'. No ano de 1915 ela foi levada para o Santuário de Schöenstatt, na Alemanha e, de lá, espalhou-se pelo mundo. A imagem é rica em símbolos e significados. 

Vamos conhece-los: 
 
A capelinha de Madeira da Mãe Rainha: A capelinha de Madeira da Mãe Peregrina tem o formato de uma igreja gótica, que lembram duas mãos 'quase postas', juntando-se na parte de cima. Este formato nos lembra oração, abrigo, aconchego e, principalmente, 'refúgio'; Refúgio dos Pecadores. O fato de ser feita em madeira e marrom, nos falam da humildade de Nossa Senhora, sempre submissa à vontade de Deus.

A cruz no alto da capelinha: A cruz no alto da capelinha lembra-nos da cruz de Cristo pela qual nós fomos salvos. Como toda capela tem a cruz no alto da torre, a Capelinha da Mãe Peregrina também leva o sinal da nossa salvação no seu topo.

O triângulo abaixo da cruz: O triângulo abaixo da cruz na Capelinha da Mãe Peregrina é o símbolo da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Significa que a Mãe Peregrina é portadora da presença de Deus em todas as casas onde ela entra. Toda casa onde ela entra torna-se um santuário onde o amor, o respeito e a oração devem reinar.

A coroa no alto da capelinha: A coroa no alto da capelinha nos fala de Nossa Senhora: ela é Mãe e 'Rainha'. E sua realeza não consiste no poder terreno de reis e rainhas, mas sim em ter sido coroada como Rainha do céu e da terra, quando da sua Assunção ao céu. A coroa está abaixo da Santíssima Trindade, significando que ela é Rainha por vontade de Deus e submissa a Deus. Maria só faz aquilo que Deus quer que ela faça.

O véu Branco de Maria: O véu branco de Maria simboliza sua pureza de coração. A Virgem Maria é uma pessoa pura. Pura quer dizer sem mancha, sem contaminação, sem pecado, sem maldade, sem segundas intenções, verdadeira, transparente, honesta. Tudo isso está simbolizado no véu branco da Virgem.

O manto azul de Nossa Senhora: O manto azul de Nossa Senhora simboliza que ela está no céu e que sua mensagem é uma mensagem autorizada por Deus e vinda do próprio Deus.

A túnica vermelha de Nossa Senhora: A túnica vermelha de Nossa Senhora, da qual só vemos a manga, lembra-nos o sangue; o sangue do sofrimento que ela viveu na Paixão de Nosso Senhora Jesus Cristo. Este sangue de Jesus é Refúgio para os Pecadores, é salvação dada gratuitamente pelo amor de Deus.

O olhar da Mãe Peregrina: O olhar de Nossa Senhora expresso neste quadro da Mãe Peregrina não passa despercebido. É um olhar de amor, de misericórdia, de acolhimento, de bondade. É um olhar no qual os pecadores podem se refugiar sem receio, pois é um olhar de Mãe, mãe amorosa e misericordiosa.

O menino Jesus no colo da Mãe Peregrina: O Menino Jesus no colo da Mãe Peregrina também está numa atitude de acolhimento, de abertura, de amor, de mansidão e bondade. É notável a ternura que existe entre ele e sua mãe. O pano branco sobre o Menino Jesus também nos fala de pureza, de amor, paz e bondade. Sua atitude nos lembra que Ele também é Refúgio dos Pecadores. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

PAPA FRANCISCO: COMBATER A FOME SUPERANDO A LÓGICA FRIA DO MERCADO.

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao diretor-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAQ), Qu Dongyu, para o Dia Mundial da Alimentação 2021, celebrado no sábado, 16 de outubro. 

O Santo Padre afirma, no texto, que "vencer a fome de uma vez por todas "é" um dos maiores desafios da humanidade". É "um objetivo ambicioso". Francisco lembra que a Cúpula das Nações Unidas sobre Sistemas Alimentares, realizado em 23 de setembro, destacou a necessidade urgente de soluções inovadoras para transformar o nosso modo de produzir e consumir. Um compromisso que não pode ser "prorrogado", escreve o Papa. Citando o temo do Dia Mundial da Alimentação deste ano, "As nossas ações são o nosso futuro. Melhor produção, melhor nutrição, um ambiente melhor e uma vida melhor", Francisco afirma:
O tema proposto este pela FAO enfatiza a necessidade de ação cojunta para que todos tenham acesso a uma alimentação que garanta a máxima sustentabilidade ambiental e que seja adequada a um prelo acessível. Cada um de nós tem uma função a desempenhar na transformação dos sistemas alimentares em benefícios das pessoas e do planeta, e "todos podemos colaborar [...] para o cuidado da criação, cada um com sua cultura e experiência, suas iniciativas e capacidades". 

Fome e problemas de obesidade no mundo.
Existe um paradoxo no mundo, ressalta Francisco na mensagem, em relação ao acesso aos alimentos: se mais de 3 bilhões de pessoas não podem contar com uma alimentação nutritiva, quase 2 bilhões de pessoas são obesas ou sofrem os efeitos de uma má alimentação e um estilo de vida sedentário. A proteção da saúde de todos requer "mudanças em todos o níveis" e a reorganização dos sistemas alimentares como um todo. O Papa sugere quatro áreas de ação a respeito do campo, do mar, da nossa mesa e da questão do desperdício alimentar.

Os nossos estilos de vida e nossas práticas diárias de consumo influem na dinâmica global e ambiental, mas se aspiramos a uma mudança real, devemos exortar produtores e consumidores a tomarem decisões éticas e sustentáveis e conscientizar a geração mais jovem sobre a importante tarefa que ela desempenha para tornar realidade um mundo sem fome. Cada um de nós pode dar sua contribuição para esta nobre causa.

A contribuição fundamental dos pequenos agricultores.
"A crise mundial desencadeada pela Covid-19 oferece uma oportunidade de mudança para a qual a contribuição dos pequenos produtores é fundamental e preciosa", escreve o Papa. É "necessário facilitar" para eles o acesso às inovações no setor agroalimentar, úteis para "fortalecer a resistência às mudanças climáticas" e "aumentar a produção de alimentos". A seguir, Francisco reitera mais uma vez seu pensamento:

A luta contra a fome exige a superação da lógica fria do mercado, concentrada avidamente no mero benefício econômico e na redução do alimento a uma mercadoria como tantas outras e no fortalecimento da lógica da solidariedade. 

Proximidade do Papa e da Igreja a quem luta contra a fome
Na mensagem, o Papa assegura a proximidade da Santa Sé e da Igreja católica ao compromisso no setor alimentar da FAO e de outras realidade, para que os direitos fundamentais de cada pessoa sejam garantidos. Invocando sobre todos a bênção de Deus Onipotente, ele conclui: "Que aqueles que espalham sementes de esperança e concórdia sintam o apoio da minha oração para que suas iniciativas e projetos sejam cada vez mais frutuosos e eficazes".   

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

14 DE OUTUBRO - SANTO DO DIA

CALISTO I
Papa e Mártir 
16° PAPA DA IGREJA
Festa 14 de outubro

Calisto nasceu em Roma no ano de 160. Administrador dos negócios de um comerciante, Calisto passou por grandes dificuldades, pois algo saiu errado no trabalho, chegando a ser flagelado e deportado para a ilha de Sardenha, onde como condenação enfrentou trabalhos forçados nas minas, juntamente com cristãos condenados por motivos de fé. 

Sem dúvida com a convivência com os cristãos que enfrentavam o martírio, pois o Cristianismo era considerado religião ilegal, Calisto decidiu seguir a Jesus. Mais tarde, muitos cristãos foram resgatados do exílio e a comunidade cristã o libertou. 

Calisto colaborou com o Papa Vitor e, depois, como diácono, ajudou o Papa Zeferino, em Roma, pois assumiu, com muita sabedoria, a administração das catacumbas, na Via Ápia, que eram aqueles cemitérios cristãos que se encontravam no subsolo por motivos de segurança, além disso, também serviam para celebrações litúrgicas e para guardar os corpos do mártires e dos primeiros Papas para a ressurreição

Apesar de sua origem escrava, com a morte do Papa Zeferino, o Clero e o povo elegeram Calisto como o sucessor desse. Foi perseguido, caluniado e morreu mártir, quando acabou condenado ao exílio. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço. 

Durante os seis anos de pastoreio zeloso e santo, São Calisto I condenou a doutrina que se posicionava contra a Santíssima Trindade. Até o seu martírio, ele defendeu a Misericórdia de Deus, que se expressa pela Igreja, perdoa os pecados dos que cumprem as condições de penitência. Desse modo, Calisto combatia os rigoristas que condenavam os apóstatas adúlteros e homicidas.